quinta-feira, 9 de julho de 2015

Pequenos descuidos, grandes problemas





                Não cultivamos o bom hábito de nos conhecermos melhor, bem as pessoas com quem convivemos. Esse descuido pode dar origem a problemas até angustiantes.
                Sem treino, pouco conseguimos perceber da personalidade das pessoas, mesmo as do convívio diário. Observamos apenas as aparências e nos espantamos com as doenças decorrentes das desarmonias do nosso caráter e dos outros. Exemplo: “Uma pessoa tão boa, só sabe ajudar os outros e aparece com câncer... que injustiça! Às vezes duvido que exista justiça divina!”.
                Em primeiro lugar, durante o sofrer, esquecemos quem somos e o que fazemos aqui. Na nossa condição evolutiva atual isso é logico, pois confundimos escola com colônia de férias. Cuidado: hoje, quem de nós está apenas observando o sofrimento dos outros?
                Quando surge o câncer ou qualquer outra doença que anuncie a morte é presente merecido no bom sentido, pois a pessoa está merecendo uma chance de resgatar débitos de outros tempos em dias, meses ou anos; problema sério é para aquele que desencarna de súbito, sem aviso prévio.
                Aparentar é muito diferente de ser e é preciso treino para diferenciar as duas ocorrências.
                Na mágoa, o sentimento de frustração está sob relativo controle da razão. No ressentimento, a emoção ganha da razão. No ódio, o desejo de vingança e a razão já desencadeiam uma ação concreta.

                As formas como interpretamos as emoções decorrentes de nossas relações podem nos fazer adoecer. A mágoa, por exemplo, é um fator importante na formação de displasias e tumores (de acordo com as tendências pessoais). Com as devidas ressalvas, o treino do perdão é eficaz vacina contra tumores. Aprender a interpretar as atitudes do próximo, não esperando além do que ele tem a nos oferecer, é uma forma de prevenção. Se zelarmos pela qualidade das relações, estaremos protegendo a nós e aos outros de possíveis somatizações.

Nenhum comentário:

Postar um comentário