segunda-feira, 6 de maio de 2013

A CORAGEM DA FÉ




Filhos, não vos esqueçais de que, sem vigilância, vós mesmos podereis vos transformar em instrumentos de perturbação espiritual uns para os outros. 


Os espíritos obsessores, interessados em minar-vos a resistência moral, além de assediar-vos diretamente, assediam-vos indiretamente através daqueles que não supõem estar lhes servindo de intermediários para vos subtrair a paz. 


A obsessão, quase sempre, é construída sobre o medo e sobre a falta de confiança que a sua vítima demonstra com referência à bondade de Deus, que não relega ninguém ao abandono. 


Os vossos adversários invisíveis se esmeram na técnica de vos induzir ao desequilíbrio, chegando, inclusive, a vos suscitar idéias renitentes de doenças que vos atemorizam e vos implantando na mente pensamentos nocivos que passais a acalentar diuturnamente. 


Inspirando pessoas que convivem convosco, algumas mais íntimas, outras não, colocam-lhes palavras-chaves nos lábios -, palavras que se lhes transformam em pontos de sintonia mental, para a perseguição sem trégua com que os vossos desafetos do pretérito pretendem vos levar à loucura ou a atitudes de extremo desespero. 


Quando vos observeis padecendo o assédio sem pausa de idéias que repercutam negativamente no vosso organismo físico, constrangendo-vos à insônia e à inapetência, à irritabilidade e à apatia, considerai a hipótese de obsessão por causa determinante do, processo que se instala. 


Procurai no trabalho o vosso refúgio e não cedais espaço mental para as sugestões infelizes que tendem a vos ocupar o espaço íntimo. 


Filhos, orai com redobrado fervor e não vos afasteis da serenidade, mas esforçai-vos para não perderdes o autodomínio. 


Atentai para as palavras de ânimo e de coragem que, por outro lado, ouvirdes da boca daqueles que o Senhor inspira a fim de vos fortalecer na caminhada. 


Não ignoreis os instrumentos do Bem que, no corpo e fora dele, permanecem lutando convosco para que alcanceis definitiva vitória sobre os vossos próprios desajustes.

Bezerra de Menezes - texto - internet

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