domingo, 12 de maio de 2013

O LABORATÓRIO NO MUNDO INVISÍVEL




Allan Kardec, no Capítulo VIII, da Segunda Parte de "O Livro dos Médiuns", nos deu a conhecer as características dos fluidos espirituais, a saber:

O Espírito age sobre a matéria;

O Espírito tem sobre os elementos materiais dispersos na atmosfera um poder e uma ação que os homens estão longe de suspeitar;

O Espírito pode concentrar os elementos da Natureza através da sua vontade. Assim, ele dá a esses elementos a forma que convenha às suas intenções. Atuando sobre os componentes da Natureza, transforma as propriedades íntimas da matéria;

O Espírito submete, com a sua vontade, a matéria etérea às transformações que deseja para produzir objetos, roupas, acessórios, substâncias diversas e mesmo remédios;

O Espírito dispõe, em toda parte, da matéria universal para tirar dela os elementos que ele precisa transformar;

A vontade do Espírito permite que a matéria elementar sofra uma transformação íntima, levando-a a adquirir certas propriedades especiais;

O Espírito, com a sua vontade, e com a permissão de Deus, pode agir sobre a matéria elementar transformando-

a em substâncias salutares;

Quanto mais elevado for o Espírito, mais facilmente entenderá o mecanismo da produção dos fenômenos espirituais e físicos;

Um médium, assistido por um Espírito, encontra condições para operar e agir sobre a matéria. Assim, em conjunto, podem produzir uma modificação nas propriedades da água ou mesmo atuar sobre os fluidos orgânicos, obtendo um efeito curativo através de uma ação magnética convenientemente dirigida;

O médium, que é um Espírito encarnado, não perde a faculdade de agir sobre a matéria com a sua força de vontade. Mas as modificações produzidas por ele nas propriedades da matéria situam-se dentro de certos limites;

Isto explica a faculdade de curar pelo contato e pela imposição das mãos, que algumas pessoas possuem num grau elevado.

(De "Terapêutica Espírita", de Geziel Andrade)

O PRINCÍPIO DA DESPEDIDA TERRENA DA MÃE




Para minha filha

Minha querida menina, no dia que você perceber que eu estou envelhecendo, eu lhe peço para ser paciente, e acima de tudo, que tente entender pelo que eu estarei passando.
Se quando conversarmos, eu repetir a mesma coisa dezenas de vezes, não me interrompa. Peço-lhe o favor de apenas me ouvir.
Tente se lembrar de quantas vezes na sua infância eu li a mesma história, noite após noite, até você dormir.
Quando eu não quiser tomar banho, não se zangue e não me encabule. Lembra-se de quando era criança e eu tinha que correr atrás de você dando desculpas e tentando colocá-la no banho?
Quando você perceber que tenho dificuldades com novas tecnologias, me dê tempo para aprender e não me olhe de um jeito estranho.
Lembre-se, querida, de como eu pacientemente ensinei a você muitas coisas. A comer direito, a vestir-se, a arrumar seu cabelo e a enfrentar os problemas da vida todos os dias.
O dia que você ver que eu estou envelhecendo, eu lhe peço para ser paciente, mas acima de tudo, que tente entender pelo que eu estarei passando.
Se eu ocasionalmente me perder em uma conversa, dê-me tempo para lembrar e se eu não conseguir, não fique nervosa ou impaciente. Apenas lembre-se, em seu coração, que a coisa mais importante para mim é estar com você.
E quando eu envelhecer e minhas pernas não me permitirem andar tão rápido quanto antes, me dê sua mão da mesma maneira que eu lhe ofereci a minha em seus primeiros passos.
Quando esse dia chegar, não se sinta triste. Apenas fique comigo e me entenda, enquanto termino a minha vida com amor.
Terei sempre gratidão a Deus pelo tempo e pela alegria que compartilhamos.
Minha querida filha, com um sorriso e o coração repleto de amor, eu apenas quero dizer que amo você.
*   *   *
Os pais são instrumentos de Deus que nos permitiram a experiência carnal.
São eles que nos ofertaram o corpo físico do qual nos servimos para a caminhada evolutiva.
Devemos ser eternamente gratos por essa oportunidade do renascimento e também por todos os gestos de abnegação e sacrifício que nos ofereceram ao longo da vida.
A ingratidão dos filhos para com os pais é um dos mais graves enganos que o espírito pode cometer na sua caminhada.
Quando nossos genitores não tiverem mais a mesma capacidade física, os mesmos reflexos e a mesma disposição de outros tempos, procuremos nos adaptar a essa nova realidade.
Busquemos nos esforçar para compreender os limites que a idade avançada impõe a eles e aceitemos essa situação com paciência e tolerância.
Auxiliá-los com renúncia, devotamento, carinho e respeito é forma de externarmos a nossa gratidão.
A permanência de nossos pais junto a nós até a velhice, com certeza, é parte do planejamento divino.
Procuremos, então, envolvê-los com amor e entendimento, dando-lhes a mão enquanto podemos.

Redação do Momento Espírita, com base em texto inicial,
de autoria desconhecida.
Em 6.5.2013.

sábado, 11 de maio de 2013

SER MÃE





“Ser mãe é uma confusão. Uma mistura tão intensa de sensações e sentimentos que dificilmente quem não é entende.
Ser mãe é uma caixinha de surpresas. Toda mulher está preparada, mas não sabe. Quando chega a hora está lá, como item de fábrica.
Ser mãe é ver a barriga crescer fazendo planos. E esses são os únicos 9 meses (no meu caso 7) em que você vai ter tempo para isso.
Porque ser mãe é viver um dia de cada vez, uma fralda de cada vez, uma mamada, uma soneca, manha, beicinho. Tudo de cada vez.
Ser mãe é saber que é hora de quê sem olhar no relógio. É não ver o dia passar. É saber que o mês passou só quando perguntam quanto tempo o seu filho tem.
Ser mãe é se encher de orgulho quando falam “Nossa! Que grandão!”.
Ser mãe é ser assim. Forte sem ter noção da força.
É escolher com o quê ter paciência. É descobrir uma nova mulher em si a cada dia.
É não se importar com o resto do mundo, mas chorar ao pensar em que mundo seu filho vai crescer.
Ser mãe é não pensar tanto no futuro. É ter vontade de olhar fotos antigas para ver com quem ele realmente se parece.
Ser mãe, aliás, é achar que um dia ele é a sua cara, mas no outro de seu só tem o pé.
Ser mãe é achar tudo lindo, tudo engraçado, tudo novo. É estar atenta as descobertas sem interferir muito. É aplaudir o acerto e ser firme no erro.
Ser mãe é não ter sono. Ou ter e fingir que ele não existe.
É deixar de lado a vaidade, mas se achar linda com olheiras e tudo.
Ser mãe, para a maioria, é esquecer (pelo menos um pouco) que existe estria, celulite, peito caído, salto alto, bijuteria.
Ser mãe é ser polvo. É ter quantos braços forem necessários para carregar o carrinho, a bolsa, a chupeta, o paninho, o brinquedo e o filho. Ufa...
Ser mãe é procurar selo do Inmetro, peça pequena, peça grande, estímulo.
Ser mãe é conseguir. Conseguir amamentar, deixar na escola, com a babá, deixar crescer.
É conseguir entender o choro e deixar chorar.
Ser mãe é ficar parada na beira do berço. É dizer “Deus te abençoe”. É entender que o amor existe em diversas formas, inclusive nessa, tão pura e transparente.
É não pensar mais em morte, é entender a vida.
Ser mãe é aguentar o tranco.
É sentir dor nas costas, nas pernas, nos braços. E não sentir mais nada quando um sorriso se abre, quando um choro começa ou a tosse dispara.
Ser mãe é discutir com o pediatra, é questionar o medicamento, é acreditar nas dicas da avó.
Ser mãe é renovar laços. Com si próprio, com a família, com as tradições.
Ser mãe é ter e ouvir os instintos. É ser leoa, ave de rapina. É ser desconfiada como a raposa e ágil como a lebre.
Ser mãe é ser filha também. É mais aprender do que ensinar e mais ensinar do que aprender.
Ser mãe é conviver. É deixar que convivam. É aproveitar cada fase do filho e de ser mãe.
É cortar as asas e é deixar que voe.
É correr pro abraço, esquecer o cansaço e trocar a fralda, preparar o banho, a mamadeira e escolher a roupa, tudo ao mesmo tempo.
Ser mãe é estar completa.
É ter o coração quente, os olhos cheios de lágrimas, os braços cheios de força e a cabeça repleta de idéias e preocupações.
Ser mãe é ter sempre um filho a mais: o marido.
É entender o começo de tudo. É procurar explicações bem no fundo.
É suspirar. É concordar discordando.
É, desde o exame positivo, nunca mais estar sozinha, e mesmo sozinha, ter em quem pensar. É estar perto mesmo longe.
Ser mãe é seguir em frente.
É não deixar que o tempo pare e é achar que passa rápido demais.
Ser mãe é ser mãe.
Sempre.”


Por: Carol Garcia

segunda-feira, 6 de maio de 2013

ARROGÂNCIA


Para reflexão!

Acima da capacidade intelectual e profissional, está a capacidade de reconhecer que nenhuma verdade é absoluta. Ter a humildade em admitir o próprio erro, mesmo que isto represente situação adversa, é digno e nos aproxima das outras pessoas. O segredo do sucesso, começa por ser querido pelas pessoas. A chance de se obter sucesso é inversamente proporcional ao número de inimigos que você cria. Ter autoconfiança, sim. Ser arrogante, JAMAIS. Não confunda arrogância com coragem, ousadia liderança ou segurança.
Os arrogantes colecionam fracassos (nem sempre financeiros), mas todos sempre são justificados e cada justificativa incabível, gera outro fracasso e o ciclo nunca é interrompido.
O arrogante tem características facilmente notadas:
ü Jamais se considera arrogante. Em sua opinião, ele apenas defende suas posições e princípios
ü Quando fracassa, a culpa é dos outros ou a sorte não o acompanhou
ü Cobiça o sucesso dos outros, mas é claro que não assume isso, “afinal ele é a personificação do sucesso”. E se esse sucesso pertece à alguém próximo, isso o incomoda profundamente a ponto de lhe fazer mal.
ü Nunca elogia ou enaltece a conquista dos outros. Sempre encontra um defeito ou desmerece tal conquista.
ü Quando "reconhece" um erro, o que é muito raro, justifica-o mentindo ou omitindo detalhes
ü Exige ser ouvido, mas não dá ouvidos à ninguém
ü Quando solicita opinião, é apenas um meio de autoafirmação. Seu desejo é ser aprovado, caso contrário desconsidera a opinião dada
ü Humilha e destrata quem o desagrada ou tem opinião diferente da sua
ü É um verdadeiro especialista em dizer frases infelizes.
ü Acha que tem controle sobre tudo, inclusive sobre as pessoas
ü Tem solução para os problemas alheios, mas jamais consegue resolver os seus
ü A sua palavra obrigatoriamente prevalece sobre qualquer outra
ü Sempre enaltece suas supostas qualidades
ü No auge de sua falsa modéstia, diz que seu maior “defeito” é ser perfeccionista
ü Critica à todos, porém desconhece o que seja autocrítica
ü É egoísta, mas exige solidariedade das pessoas
ü É mentiroso e acredita na própria mentira
ü Não é respeitado e sim, temido
ü Dificilmente agradece por um favor recebido, pois jamais reconhece que o recebeu
ü Se considera o melhor amigo, o melhor conselheiro, o melhor filho, o melhor pai, o melhor marido, o melhor amante, o melhor profissional, o melhor sujeito e por isso raramente muda de atitude
ü Passa a vida pensando que é querido por todos, quando na verdade é odiado por muitos
ü Muitas vezes, tem uma vida infeliz ou medíocre, se achando a pessoa mais feliz do mundo
ü O arrogante termina a vida se arrependendo tarde demais por tudo o que causou aos outros e à si mesmo
As vezes, agindo com a arrogância, algumas pessoas conseguem o que querem à curto prazo, mas a longo prazo perdem o que há de mais precioso na vida: a amizade, o respeito e o carinho das demais pessoas. O indivíduo "tem tudo na vida", mas não se sente feliz.
O arrogante é cercado por uma nuvem negra de problemas que afeta todos aqueles que por uma infelicidade, estão ao seu lado. Distancie-se dele !
"As pessoas de grande arrogância não possuem integridade, vacilando e mudando de opinião conforme a situação.
Fazem guerra, matam, roubam, enganam e se justificam inventando um motivo nobre.
Agem com arrogância os que ensinam aos outros o que eles próprios desconhecem. Quem não sabe para si, não ponha escola."
O arrogante certamente considerará este texto, como sendo arrogância de quem o escreveu ou simplesmente continuará justificando seus atos e tentando mostrar qualidades onde não existe.


Agnaldo Pila
Retirado do site: www.avt.com.br

A CORAGEM DA FÉ




Filhos, não vos esqueçais de que, sem vigilância, vós mesmos podereis vos transformar em instrumentos de perturbação espiritual uns para os outros. 


Os espíritos obsessores, interessados em minar-vos a resistência moral, além de assediar-vos diretamente, assediam-vos indiretamente através daqueles que não supõem estar lhes servindo de intermediários para vos subtrair a paz. 


A obsessão, quase sempre, é construída sobre o medo e sobre a falta de confiança que a sua vítima demonstra com referência à bondade de Deus, que não relega ninguém ao abandono. 


Os vossos adversários invisíveis se esmeram na técnica de vos induzir ao desequilíbrio, chegando, inclusive, a vos suscitar idéias renitentes de doenças que vos atemorizam e vos implantando na mente pensamentos nocivos que passais a acalentar diuturnamente. 


Inspirando pessoas que convivem convosco, algumas mais íntimas, outras não, colocam-lhes palavras-chaves nos lábios -, palavras que se lhes transformam em pontos de sintonia mental, para a perseguição sem trégua com que os vossos desafetos do pretérito pretendem vos levar à loucura ou a atitudes de extremo desespero. 


Quando vos observeis padecendo o assédio sem pausa de idéias que repercutam negativamente no vosso organismo físico, constrangendo-vos à insônia e à inapetência, à irritabilidade e à apatia, considerai a hipótese de obsessão por causa determinante do, processo que se instala. 


Procurai no trabalho o vosso refúgio e não cedais espaço mental para as sugestões infelizes que tendem a vos ocupar o espaço íntimo. 


Filhos, orai com redobrado fervor e não vos afasteis da serenidade, mas esforçai-vos para não perderdes o autodomínio. 


Atentai para as palavras de ânimo e de coragem que, por outro lado, ouvirdes da boca daqueles que o Senhor inspira a fim de vos fortalecer na caminhada. 


Não ignoreis os instrumentos do Bem que, no corpo e fora dele, permanecem lutando convosco para que alcanceis definitiva vitória sobre os vossos próprios desajustes.

Bezerra de Menezes - texto - internet

quinta-feira, 2 de maio de 2013

O SEGREDO DE SAINT-EXUPÉRY



"Eis o meu segredo. É muito simples:
Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos."
(Saint-Exupéry)


O segredo

Tanto brilho nas ruas.
Tanta gente bem vestida, falante, as vezes cheia de jóias e perfumes caros.
Tantos carros luxuosos.
Casas com tantos quartos que se perdem em corredores intermináveis.
Apartamentos apertados com mil esquemas de segurança e preços nas alturas. pelas ruas, vejo grades, vejo rostos aflitos.
No metrô e nos ônibus, as pessoas encostam-se aos vidros e dormem.
Nas escolas, professores fingem que ensinam, alunos se esforçam para comparecer pelo menos "em corpo" nas aulas que não suportam.
Nos becos, nos cantos escuros e nos bares da moda, muito pó, bebidas, cigarros, pastilhas...

Todo mundo está correndo atrás de algo que não sabe o que é,
dizem que é a felicidade, mas não sabem bem o que é.
Querem tanto uma coisa ou uma pessoa e quando conquistam,
se enjoam, jogam foram, como se fosse um brinquedo de garoto mimado.

Onde estão colocando as suas vidas?
Depositam todas as esperanças,
os sonhos, os desejos nas mãos de outras pessoas.
Quando erram, procuram urgentemente um culpado.
Ninguém quer assumir nenhuma culpa,
quando o fazem, fazem por piedade e se agridem,
mais para chamar a atenção dos outros que por penitência.

Nós precisamos de tão pouco
e corremos tanto atrás de "fantasias", de "sonhos de papel",
de ilusões que insistimos em carregar por medo de assumir a realidade.
O essencial mesmo é estar de bem com você mesmo.
Não importa se a sua roupa é da moda,
se sua casa está nos Jardins ou na periferia,
importa que seja um lar,
que você e os que lá moram saibam respeitar.

Se você já está procurando se sentir bem com o que você tem,
se você valoriza as suas coisas (mesmo que seja apenas uma muda de roupa),
você vai se sentir bem sempre, na riqueza ou na pobreza,
na alegria ou na tristeza, porque você estará com os pés no chão,
firmes e amparados pelos anjos que te cercam de tanto carinho.

O Essencial é invisível aos olhos da matéria,
abra os seus olhos do coração,
aqueles que Jesus chama de "olhos de ver".
Como é bom estar perto de você.
Cada dia que passa você fica cada vez melhor.




Eu acredito em você!
Paulo Roberto Gaefke

segunda-feira, 29 de abril de 2013

AFINIDADE ESPIRITUAL


Numa análise profunda em torno da problemática saúde/doença, pode-se afirmar que sempre o enfermo é o Espírito, em face dos seus compromissos em relação à vida.

Os sofrimentos que se derivam das enfermidades fazem parte da programática evolutiva do ser, que deles necessita, a fim de melhor ponderar em relação aos compromissos existenciais, nem sempre respeitados, invariavelmente relegados a plano secundário.

Nessa ocorrência, a da enfermidade, também incluem-se os fenômenos obsessivos, que podem responsabilizar-se por algumas delas, dando-lhes origem ou piorando-lhes o quadro em decorrência das afinidades existentes entre o paciente e o espírito agressor.

Vinculados pela carga emocional débito/demérito, a influência do Espírito desencarnado em relação ao encarnado, consequência de gravames praticados anteriormente, podendo também ser efeito da existência atual, tornando-se insistente presença no perispírito do seu antagonista, as contínuas cargas de energia morbosa que exterioriza terminam por desorganizar-lhe os equipamentos fisiológicos, facultando o surgimento das doenças de vária ordem.

Por outro lado, debilitando-se o indivíduo por efeito de alguma desordem orgânica, torna-se presa fácil dos inimigos que o sitiam, sofrendo-lhes as energias fluídicas perniciosas que lhe pioram o quadro na área da saúde, tornando-a mais difícil de ser recuperada.

Invariavelmente, portanto, em todos os processos enfermiços que alcançam a criatura humana encontram-se presentes influências espirituais perniciosas, tendo-se em vista a necessidade do paciente resgatar equívocos defluentes da conduta infeliz nas experiências passadas.

A Lei das afinidades espirituais, resultantes do estágio de evolução moral dos espíritos em relação a si mesmos e ao próximo, trabalha em favor do equilíbrio cósmico no indivíduo, estabelecendo que, onde se encontra o endividado aí se faz presente o cobrador, porque ninguém pode desconsiderar os estatutos morais 
que vigem no universo sem sofrer-lhes os efeitos, de acordo com o tipo de agressão praticada. 

É desse modo que a consciência culpada, esteja consciente ou não do crime praticado, elabora mecanismos punitivos autorreparadores, criando situações emocionais próprias aos conflitos e, noutras vezes, descarregando a culpa nas telas delicadas da organização cerebral, que as transfere para o sistema nervoso central, é direcionada para o sistema endócrino e, por fim, para o imunológico, desestabilizando-o...

Se compreendessem que vivem num mundo de intercâmbio de mentes e de ondas, de vibrações e de energias de toda procedência, melhor precatar-se-iam as criaturas humanas das intoxicações espirituais venenosas, pelo cultivar dos pensamentos saudáveis, geradores de campos psíquicos harmônicos, que se tornariam defesas naturais em relação às influências tormentosas. 

Na sublime lição de Jesus, quando sugeriu: "Buscai primeiro o reino de Deus e sua justiça, e tudo mais vos será acrescentado", encontra-se a saudável advertência para o cultivo dos pensamentos superiores, evitando a construção ideológica de enfermidades, de desconcertos, de distúrbios da emoção.

A constância mental em torno dos valores elevados é de relevante significado, porquanto, além de beneficiar aquele que a mantém, espraia-se em volta, beneficiando todos aqueles que se lhe acercam em qualquer um dos planos da vida. 

Quando alguém se aproxima de um pântano ou de um jardim, desejando-o ou não, aspira o odor característico e, ali, demorando-se, impregna-se da sua exteriorização. 

No que diz respeito às ondas mentais, ao clima psíquico, a ocorrência é idêntica, propiciando cuidados em relação ao que se pensa, ao que se aspira, à forma como cada qual se comporta.


pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda
Do livro: "Desafios e Bençãos"
Médium: Divaldo Franco
Fonte: Centro Espírita Caminhos de Luz-Pedreira-SP-Brasil